segunda-feira, 14 de maio de 2007

Lágrima, Ruby ou Tawny?



É verdade, este foi um fim-de-semana de consagração do néctar do Douro, do vinho do Porto. Numa visita à Ferreira, percorremos parte das caves, enalamos aromas descontraídos dos balseiros e barricas de carvalho francês e os intensos e etéreos próprios da fermentação dos vinhos, nos diferentes estágios. Este foi o mote para a logística associada ao evento do fim-de-semana. Depois foi preencher o resto da agenda com um programa tão aliciante quanto consensual. Juntamo-nos entre a noite de Sábado e o dia de Domingo, +/- 10 amigos. Sábado, ponto de partida com uma bela francesinha, desta vez em Leça, na minha estreia no Ricardo II. Gostei! Adoro viver a dinâmica de grupo, aquela vontade própria que não adianta contrariar. Nada é imposto, tudo é sugerido, e o processo é lento. Com isto, estávamos para ir para o Indy, o nome não deve ser este, mas pronto, ficou. Acabamos no Black Cofee de Leça. O vento na rua domina as atenções. Os cabelos voam, os zip’s dos casacos fecham-se e os ombros sobem em direcção às orelhas. Porque é que o carro ficou tão longe? Mas que frio… Mais indefinição no destino, mas agora sim, Vamos ao “Maus Hábitos”! Demora a lá chegar de carro, mas vale a pena. O espaço é muito intimista, acolhedor, espaçoso e descontaído. Surpresa foi mesmo a sala dos pneus e o DJ inétido dos clássicos entremeados com o som exigido da batida de noite. Simplesmente adorei o som e a performance digna de maestro-bailarino em palco, muito bom. Domingo, acordar e saída +/- preguiçosos. Novidade, vamos hoje os 10, de metro. Matosinhos –> Bolhão. Já choveu a cântaros antes de sairmos de casa, mas as boas abertas trazem uma luz incrível à baixa do Porto, neste domingo de manhã. Descemos Sta Catarina em obras. Pelo caminho ficou a faltar o “Bolinho de Chá Húngaro” na Confeitaria do Bolhão… Batalha e Funicular dos Guindais. Viagem curta, mas com surpresa cénica impressionante com a primeira imagem do Douro do dia. Alguns uaus, descrevem a saída do túnel e a abordagem da descida abrupta da colina. Entretanto perdemos o barco do passeio das 11h, por 15min... Dinâmica de grupo a funcionar outra vez - Vamos ao farnel, tão carinhosamente preparado previamente pelas nossas meninas todas. Relva do Cais de Gaia. O céu ameaça descarregar a água que pesa nas nuvens, mas é só ameaça, não nos demove. Temos tempo, vamos à primeira cave, a Croft. A dinâmica de grupo, evita-nos uma visita em Inglês, mas oferece-nos a primeira prova do dia. Um branco e um ruby para cada um, 20 copos em cima da mesa. Claro que quem gosta tem que beber todos os de quem não gosta. Este líquido faz rir (como se fosse preciso com este povo). Café correspondido por quem precisa, só no Amo.te Porto, nas caves não havia mesmo não, sorry Carla! A nova hora combinada aproxima-se e agora sim, às 15h, embarcamos por 3€ cada, na "Douro Acima" para o Cruzeiro das 6 pontes. Somos muitos no barco. Tudo turistas não lusos. O som das colunas debita informações em… alemão. As margens do Douro dislumbram-me sempre, as pontes pintam a tela da paisagem com as cores e padrões do tempo, desde a D. Maria até à recém chegada Ponte do Infante, passando pela do Freixo, S. João, D. Luís e Arrábida. Favor pedido ao comandante e ficamos no cais de gaia, perto da Ferreira. A visita às caves, gratuita, termina com mais uma prova, gratuita. Agora iam era umas moelas… Onde? Dinâmica de grupo a funcionar, vamos parar ao "Muro" na ribeira. Belo momento, como só uma tasca proporciona. Vieram moelas, pica-pau estranho e 2 bebidas fora de prazo, uma delas sorvida até ao final. A senhora do sítio sai-se bem e, não havendo distúrbios gastro-intestinais, está perdoado. Regresso tardio mas relaxado ao ponto de partida, com direito exclusivo, encomendado pela organização, na subida do funicular, a visão da 7ª ponte sobre o Douro: um pronunciado arco-íris de final de dia. Grandes momentos estes com ideias tão simples como ir para fora cá dentro. Obrigado Raquel e Joana pela organização, obrigado Inês pelos contactos.


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