segunda-feira, 3 de março de 2008

O silêncio

O silêncio nem sempre é sinónimo de ausência. No contexto da comunicação oral chega mesmo a ser uma ferramenta poderosíssima de um discurso eficaz. Mas nos dias de hoje, no contexto do ciber-espaço, muitas vezes o silêncio representa falta de vitalidade do espaço, dos autores, ou do assunto. Não é aqui o caso. Este silêncio meu tem muito sumo. Muito se passou entretanto, sem registo feito contudo. Obviamente que face ao que aqui estava, entretanto voltamos da viagem fantástica ao centro da França. Foi excepcional a todos os níveis, inclusive físico. Apesar do desgaste do ski e da caminhada, os fartos repastos trouxeram-me em cima, mais 1,5Kg! Muito boa a gastronomia francesa. Honras sejam feitas aos apreciadores da boa comida. Mas para fechar a viagem, partilho este registo.


Imagem terna esta, a deste labrador. Será que tiraria esta foto em Portugal? É que a senhora não é a dona. É a enfermeira da clínica canina de Pont-du-Chateaux, a passear o cachorro internado, segurando pacientemente no soro, que lhe entra pela pata dianteira, obrigando gentilmente o fiel companheiro a andar, "para melhor recuperação". Alguém dizia que a evolução de um povo se via pela forma como tratavam os animais. Aqui fica esta particularidade dos nossos vizinhos gauleses. E nós, de regresso à pátria mãe, muita actividade temos tido nestes tempos livres. Ao ponto dos tempos livres, já quase não o serem. Para terminar, quero apenas deixar mais este momento. Mesmo com 30 anos, é sempre boa altura para aprender a andar... de patins! Lição número 0, ainda em feveiro passado, aqui na marginal de matosinhos.



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