segunda-feira, 9 de outubro de 2006

Whisky ou Coca-Cola?

Como em qualquer outra montanha, há no Kilimanjaro diferentes trilhos de acesso ao cume, que foram estabelecidos ao longo da sua história de conquistas. O Kilimanjaro é rodeado, cá em baixo, por uma zona de densa floresta e é por aí que todos os trilhos começam. Há pelo menos 7 que nos elevam desta zona de floresta para a curva de nível dos 4.000 metros, onde há como que uma espécie de VCI que abraça a montanha e conecta todos os trilhos que aqui chegam. Para cima dos quatro mil apenas 3 trilhos continuam para os majestosos 5.895 metros do cume. Para simplificar as opções, as autoridades do Parque Natural do Kilimanjaro, baniram desde 1991, qualquer expedição independente, reservando o acesso à montanha apenas a quem se faça acompanhar de guias devidamente licenciados para tal. É pois possível escolher uma qualquer rota, mas sempre dentro do “catálogo” das ofertas das empresas, que se apresentam como uma qualquer combinação possível dos trilhos de ascensão e posterior descida possíveis. Dos 7 possíveis trilhos: Marangu, Umbwe, Machame, Lemosho, Shira, Rongai e Mweka, as rotas Machame e Marangu são as mais populares.


Marangu











Tempo mínimo: 5 dias (ida e volta)
Distância: 65 Km
Subida acumulada: 2903m
Dificuldade: Moderada/Difícil

É a mais antiga, a mais fácil, a mais famosa e a mais rápida via de acesso ao cume. Cerca de 80% das pessoas escolhem esta via. Em consequência da atracção de mares de gente e “fácil” acessibilidade, tornou-se também conhecida como a “Rota Coca-Cola”. É bastante criticada por ter muita gente e limitar a sensação de evasão, mas é bastante cénica apresentando-se, no entanto algo monótona no deserto em altitude. É a única onde se dorme em abrigos de montanha.


Machame











Tempo mínimo: 6 dias (ida e volta)
Distância: 61 Km
Subida acumulada: 2800 m
Dificuldade: Difícil

É a rota mais a oeste da montanha. Possui as paisagens mais explêndidas e imponentes do maciço montanhoso. A ascensão é mais exigente que a Marangu mas também não é necessário qualquer técnica de escalada. Apesar disso, permite melhor aclimatização e tem ganho popularidade com as melhorias que têm feito no seu traçado e infra-estruturas. Devido ao seu maior custo, à sua maior dificuldade física e aparente maior intoxicação (efeito altitude) é também conhecida por “Rota do Whisky”. Apesar disso os números indicam que a taxa de sucesso desta rota é superior à “Rota Coca-Cola”, já que a aclimatação é mais lenta/melhor.

E agora, Whisky ou Coca-Cola?

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