segunda-feira, 2 de outubro de 2006

Lar doce Lar



Apetece-me hoje escrever sobre a sensação de deja vu, mas ao contrário. Eu explico, é aquela sensação que temos, ao ver que há pessoas à face deste planeta que fazem/vivem/pensam de forma diferente de nós. Tive este feeling pela primeira vez, aquando das primeiras viagens além fronteiras. Jantar às 16h com um Finlandês; Beber chá com leite em inglaterra; Comer tapas e não comer sopa com um espanhol; Beber vinho quente com um alemão, etc. Mas ontem, aqui bem perto, na Gafanha da Nazaré, vi e senti mais um "e porque não?".

Porque não morar numa casa de madeira?
Estive na casa de um casal amigo que vive numa casa de madeira. Para quem não conhece o conceito, uma visita rápida à www.rusticasa.com esclarece.

Mais uma vez choca, pensar que a NOSSA casa é em madeira, toda ela, de cima a baixo. Apenas os alicerces são "convencionais", de resto, a estrutura, o tecto, o chão, as paredes, as portas, as janelas (excepto vidros claro), as escadas, os portões e as varandas, é tudo em madeira! Mas mais uma vez, e pela experiência de quem já vive num espaço destes, esta solução traz vantagens enormíssimas face ao nosso betão/pedra/tijolo.

Uma casa de madeira traz sobretudo muito conforto.
E de facto está-se lá dentro muito bem. E o inverno? Segundo nos dizem é fantástico, do melhor. Na Finlândia passei alguns dias (de Inverno) em casas de madeira - cottages - e, com uma lareira ligada, confirmo que se anda de manga curta (na casa toda) com -20º cá fora!!

Eu tenho algumas reticências em tornar a minha casa do dia-a-dia numa casa de madeira. Sem argumentos, é certo. Porquê? Não sei. Talvez porque é estranho, mas acima de tudo porque sempre vi à minha volta casas de cimento. Hoje, mesmo que pudesse ainda não conseguiria tomar essa opção para primeira habitação. Mas como casa de campo em Trás-os-Montes no Parque de Montesinho, ah aí sim, era um luxo.


Mágico Momento da semana:
"Uma tarde bem passada, numa casa de madeira, com amigos e um São Bernardo."
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