Por que não repetir aquilo que é bom? O S. João este ano voltou a ser nas Fontaínhas, coração bairrista do centro do Porto, por entre densas nuvens de fumo dos assadores das sardinhas assadas. Com um respeitável grupo de amigos a roçar as quase duas dezenas de pessoas, os momentos foram muitos e variados ao longo da noite. Muita vida, muita alegria, muitos martelos e marteladas, muito alho pôrro a entrar pelas narinas adentro, muita gente, um céu com mais estrelas do que o habitual, conseguido com muitos e frágeis balões de S. João e claro, copos e bailarico. Mas mais fantástico ainda foi o feito da noite. A travessia total desde a Ribeira até à Foz, do tradicional percurso do S. João do Porto, terminado convenientemente, não na praia de Matosinhos, como dita a mesma tradição, mas nos convenientes aposentos nossos, logo ali ao lado, já perto das 7h da manhã!! Devem ter sido cerca de 15Km, percorridos a pé, ao longo da noite, de bailarico em bailarico, de WC em WC, sempre sempre com centenas de pessoas na mesma torrente. Esta é sem dúvida uma festa do povo, para ser vivida ali, na rua, com o povo, e isso faz deste S. João do Porto, um dos eventos anuais que mais gosto de não perder, sentindo a alma genuína e a alegria das gentes de toda esta mágica região!
Um mágico momento pode levar-nos do fundo do nosso ser ao esplendor das mais distantes estrelas.
segunda-feira, 25 de junho de 2007
S. João 2007
Por que não repetir aquilo que é bom? O S. João este ano voltou a ser nas Fontaínhas, coração bairrista do centro do Porto, por entre densas nuvens de fumo dos assadores das sardinhas assadas. Com um respeitável grupo de amigos a roçar as quase duas dezenas de pessoas, os momentos foram muitos e variados ao longo da noite. Muita vida, muita alegria, muitos martelos e marteladas, muito alho pôrro a entrar pelas narinas adentro, muita gente, um céu com mais estrelas do que o habitual, conseguido com muitos e frágeis balões de S. João e claro, copos e bailarico. Mas mais fantástico ainda foi o feito da noite. A travessia total desde a Ribeira até à Foz, do tradicional percurso do S. João do Porto, terminado convenientemente, não na praia de Matosinhos, como dita a mesma tradição, mas nos convenientes aposentos nossos, logo ali ao lado, já perto das 7h da manhã!! Devem ter sido cerca de 15Km, percorridos a pé, ao longo da noite, de bailarico em bailarico, de WC em WC, sempre sempre com centenas de pessoas na mesma torrente. Esta é sem dúvida uma festa do povo, para ser vivida ali, na rua, com o povo, e isso faz deste S. João do Porto, um dos eventos anuais que mais gosto de não perder, sentindo a alma genuína e a alegria das gentes de toda esta mágica região!
segunda-feira, 18 de junho de 2007
A força da grelha de partida
Grande lição a de ontem, na 8ª edição da Corrida "Festas da Cidade do Porto". A vontade e teimosia nossas para fazer os 15Km da corrida, eram muitas, mas as previsões insistentes de mau tempo, estavam a tornar o desistir uma tentação permanente mesmo antes da partida. A verdade é que fomos, corremos e chegamos todos os 6 (+1 mini-caminhada) à linha da meta! Heróis por um dia, ou simplesmente obstinados e teimosos o suficiente para fazer este grande favor à nossa condição física e saúde? De tudo um pouco. Contudo, o que mais destaco não é a corrida em si, é antes a decisão de ir (correr). A chuva caiu violentamente durante todo o Sábado. As previsões de Domingo eram semelhantes. À hora de acordar, chove e sopra o vento com uma garra de inverno. Quem vai correr assim? Eu não, pensava eu. Para infelicidade minha, estava mesmo tentado a abraçar o "vou desistir" . No entanto, à hora marcada, lá estamos todos, como combinado, a decidir o que fazer. Há impermeáveis. Há vontade. "Se chover, pelo menos não vamos enganados!". Ponderação não muito demorada... Pronto, que seja, vamos lá. Saímos de casa, com um vento fortíssimo. E a verdade é que este vento limpa totalmente do céu todas as nuvens, desde esse momento até ao final da corrida. Não caiu nem uma gota! Lição de moral: quantas vezes se desiste, mesmo antes de começar? Grande exemplo, de que, para se conseguir, por vezes, só é mesmo preciso ir!
terça-feira, 12 de junho de 2007
GR22 - Foto-momentos



Legenda:
1. Descida rápida de Castelo Melhor para o Côa, 2007.06.07
2. Visita guiada às Gravuras do núcleo de Castelo Melhor, 2007.06.07
3. Quinta da Ervamoira - Ramos Pinto, 2007.06.07
4. Vista do Castelo de Marialva, 2007.06.08
5. GR22, troço Marialva - Castelo Rodrigo, 2007.06.08
6. GR22, sinalética - mudança de direcção para a direita, 2007.06.08
segunda-feira, 11 de junho de 2007
GR22 - No trilho
Mas que belos dias vividos no interior norte deste nosso país. Foram cerca de 120 Km pedalados, com uns aproximados 2500m de subidas acumulados em 3 dias deste Junho. Nada de transcendente, com um tempo a ajudar e a pintar de várias emoções as diferentes horas dos dias. O objectivo era a GR22, ou Grande Rota das Aldeias Históricas. O plano inicial, Pocinho – Marialva – Sabugal, era pura e simplesmente muito ambicioso. Possível, sem dúvida, mas com outro espírito que não este, o de desfrutar a companhia, as gentes e as paisagens. Por isso roubamos aos pedais o troço Castelo Rodrigo – Almeida. Saímos de carro, com as bicicletas nos tejadilhos e invertendo o sentido inicial terminamos todos, o troço Castelo Mendo – Almeida. Mas… a melhor descrição destes dias que posso partilhar é um exercício, um exercício de memórias, para se fazer de olhos fechados, começa assim:
Imagina-te.
domingo, 10 de junho de 2007
Etapa 3: Castelo Mendo - Almeida
Hoje somos 6 a pedalar. O dia está 5 estrelas para tudo. A paisagem continua a surpreender. Que cores, que cheiros por este planalto que parece näo terminar. Temos ainda tempo, muito tempo para um mergulho no Côa. A subida para Almeida, uma das poucas do dia, é mais sentida pela forte inclinação. Chegamos todos muito bem e muito satisfeitos.Os 20 Km de hoje contrastan com os 50 de cada um dos outros 2 dias. Vimos uma cobra de água.Temos comido muito mas mesmo muito. Li: gostei do meu teste de colesterol; João:quiche d'ervilhas; Lagarto:qdo te calaste; Litus:ter comprado a escova de dentes; Hugo:ver as meninas subirem à minha frente cheias de força; Paulo: nós!
sábado, 9 de junho de 2007
Etapa 2: Mêda-Marialva-Castelo Rodrigo
...e näo é q adormeci ontem! Hoje chegamos à rota.Marialva é majestosa e tem umas vistas sem fim. A rota está mal marcada mas leva.nos por paisagens de filme.houv 1 furo, estamos muito cansados mas encantados com tanta paisagem e pessoas genuínas. O vale em coa é nas entranhas da terra, há que descer e depois penar a subida. Queríamos chegar a Almeida, näo fazíamos idéia da dificuldade destes lugares. Hoje já temos o nosso precioso apoio. Estamos a dormir em Figueira de Castelo Rodrigo. Que belo Portugal este nosso!
sexta-feira, 8 de junho de 2007
Etapa 1: Pocinho - VNF Coa - Castelo Melhor - Muxagata... Mêda
Mas que é isto? Portugal? Que paisagens estas do Douro que sempre me encanta! O dia começa bem cedo, às 6h já estamos a pé. Apanhamos o comboio para o Pocinho mesmo já quase a sair de campanha. A Linha do douro é um luxo. Mas vou resumir que estou com muito sono. saímos do Pocinho em cima da bicicleta.VNFcoa passamos só. descida até ao coa para subida logo de seguida. já está calor abrasador. Castelo Melhor. Visita as gravuras. Reformulaçao de planos. 1h de banho no coa. subida pelo meio de vinhos da ramos sinto...
quarta-feira, 6 de junho de 2007
Grande Rota das Aldeias Históricas
Ora pois bem. De uma forma bastante menos planeada e seguramente menos ponderada também, estão asseguradas as condições mínimas para o início de uma nova aventura. É já amanhã. Vamos fazer de BTT parte da GR22, a Grande Rota das Aldeias Históricas, que no total tem cerca de 540Km. Começamos aqui no Porto, tentanto o transporte das bicicletas no comboio. O plano é rumar ao Pocinho, pela panorâmica linha do Douro e depois subir, subir muito até lá cima ao planalto transmontano, de encontro à GR22 que ainda fica longe... Não vou adiantar pormenores. Vou antes tentar actualizar as estapas de cada dia sempre que possível.
domingo, 3 de junho de 2007
Uma visita muito especial
Descobre as semelhanças:
Não, não houve qualquer foto montagem, nem manipulação de cenários. É mesmo verdade, o Yusto, nosso ex-guia assistente do Kilimanjaro e agora amigo, está cá em Portugal, de propóstio, para nos visitar. Um fim-de-semana fantástico passado com este sempre bem-disposto Tanzaniano, a recordar, com bastantes gargalhadas as peripécias da montanha. Um regresso à Croft e respectiva prova, uma animada performance de capoeira em pleno cais de gaia, com aquela vista fantástica do Porto e as conversas amenas de uma tarde envergonhada de verão pela frescura que ainda se faz sentir, mas contudo solarenga, tornaram-se um bom mágico momento, uma vez mais. Mas a juntar ao reencontro não expectável, foi também o “Serralves em festa” que há umas poucas horas terminou. Sábado à noite, com aquela animação fabulosa, em crescendo com o evoluir das horas e, Domingo melhor ainda para o Yusto, já que não o acompanhamos nessa tarde e esteve por sua conta e risco, por lá. Dez performances assistidas, entre concertos, teatro e até participação numa “curta-metragem”, brindes ganhos, cervejas oferecidas e amigos e amigas, entre muita simpatia das pessoas, são palavras e estórias que leva na alma, deste fim-de-semana em grande proporcionado pela magnífica Fundação Serralves. No final do dia estava eufórico e vimo-lo ainda, de verdade, projectado numa das paredes do museu, projectado nessa tal curta-metragem feita com os visitantes desta Festa. Fica ainda a admiração e o alívio de que, por cá, ao contrário de Espanha, toda a gente fala inglês! “Entendem-me perfeitamente e toda a gente me ajudou, sem problemas, sempre que perguntava alguma coisa.” Que grande país nós temos, que grande cidade onde vivemos, que grandes amigos estes que nos rodeiam!