segunda-feira, 2 de julho de 2007

Finalmente... Na Berlenga



Fim-de-semana dedicado à região centro. Estivemos outra vez, quase, quase para desistir, por razões meteorológicas, mas mais uma vez, aí está, valeu a pena ir. Começamos por Leiria, com os amigos e programa adequado à dinâmica de grupo. No Sábado a intenção estava direccionada para a ilha da Berlenga. Com a logística das deslocações e reservas de embarcação asseguradas, chegamos a Peniche com o céu cinzento, não muito animador, mas contudo, de esperança. Por cima do manto de nuvens imaginávamos já o sol radioso que nos ia chegar cá abaixo. No barco, os homens do mar garantem-nos que o dia vai ser de sol. Compramos na farmácia seguro anti-enjôo para a viajem, sob a forma de comprimido. Eu tomo-o, sem reserva meia-hora antes da dita, assim me diz a experiência e os relatos, de tanta gente onde o estômago aqui se revoltou, de conturbadas voltas que o mar lhes deu. Chegados ao cais, parece que sim, vamos agora à Berlenga (havia já uma outra vez tentado, sem sucesso). “O mar costuma estar sempre assim agitado?” – pergunto eu ao capitão do barco, como desbloqueador de conversa. “O quê? Agitado? Hoje? Isto hoje está é um mar de senhoras.” – Responde-me o homem, todo bem disposto. “Havia era de ter vindo na 2ª, onde as ondas até por cima do barco passavam!”. E assim a conversa se desenrola, com a ilha da Berlenga a aproximar-se lentamente de nós. "Então e o barco vai sozinho, não vai ninguém aí ao leme?" - provoco eu o homem; "Vai pois!" - O homem, à porta da cabine, virado cá para fora, mas com um braço esticado lá para dentro - "Eu aqui com um dedo controlo isto tudo!" - e para demonstrar vira o leme que nos desvia do prumo da Berlenga. (sim, sim, nem tudo foram ondas). A aproximação da muralha de terra da ilha acalma as águas e assim chegamos ao porto dos pescadores. As gaivotas são às centenas. O medo dos bombardeamentos é falado. Mas aqui não há estratégia possível, não há árvores, não há abrigos. Só a sorte nos livra dessa soberania aérea de quem defeca de cima para baixo. O sol aí está. O calor também. Caminhamos calmamemente em direcção ao Forte de S. João Baptista, onde almoçamos sobre um sol abrasador. A volta pelo escadario íngreme não apetece a ninguém. Numa tentativa frustada de negociação de preço, regressamos ao porto inicial, onde também está a única praia de areia que vimos, por 3€ cada um, com direito a visita pelas grutas ali ao lado. Da gruta do sono à greta da Inês, terminamos na praia tórrida com água gélida. Tarde preguiçosa, terminada no único bar local, em grande. Regresso já com novo manto de nuvens a Peniche e Leiria. A noite de Leiria é vívida e o Grémio Literário, já nosso conhecido, dá-nos o nosso espaço. Domingo era caminhada. A dureza do dia anterior (afinal viemos para relaxar), transformam o propósito da saída matinal, numa visita ao Mosteiro da Batalha e... uns 20 min de treinos de karting. Só 2 de nós, os homens, a experimentar aquela pista, com todas as voltas cronometradas e com total controlo das máquinas. O resto do programa esteve em Ourém. Um rodízio de pizzas delicioso, uma verdadeira e agradável surpresa, após aqueles tantos Kms de estrada nacional, na pizzaria "Va Benne". Merecedor da deslocação, já que pelo que dizem, estiveram 1 ano e meio à espera do cozinheiro. A Napolitana, a 3 queijos, a de bacalhau, a... eram óptimas. Para terminar com a cereja em cima do bolo, sob a forma do seu néctar, brinde com uma (duas) Ginjinha no Castelo de Ourém, que assim deu por terminada a pintura de mais um
quadro de fim-de-semana.



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