segunda-feira, 16 de abril de 2007

A acácia da Lousã

Há fins-de-semanas assim, extasiantes!
Este começa com treze amigos, reunidos numa Sexta-Feira 13 na Lousã, com um programa promissor e intenso para os 2 dias que se seguiam. Sábado, 7h da manhã, alvorada colectiva sem grandes preguiças e com muita vontade de acção. A temperatura ainda deixa dúvidas, está fresco, mas cedo se eleva o mercúrio dos termómetros. Chegam o João e a Inês às 8h05, pontualíssimos. Nós todos, avançamos sem medo de cobras para o ataque ao Trevim, seja lá o que isso for. Voltamos a calcorrear o trilho da caminhada 06, mas com esta companhia, o percurso é obrigatoriamente novo. O ritmo é excelente para tamanho grupo e cedo percebemos que chegaremos ao topo bem cedo. Já se vêm os relampejantes Extreme Riders, aqui e ali, a reconhecer ferozmente o trilho da prova de downhill (BTT) de amanhã, a contar para o campeonato nacional. A fome denuncia os primeiros sintomas, curioso ou não, exactamente no mesmo ponto que na caminhada de preparação do Kili. Com pouco mais, estamos na Ortiga, "plataforma eólica", bonita varanda para a Lousã, ponto de decolagem de parapente para alguns, mais logo à tarde. As sandes, sumos, folhados e bola da Inês, preenchem as bocas de quem não fala. Está calor, é pouco menos de meio-dia, o Trevim está já ali. Pés à estrada. Chegamos ao topo mesmo antes das 14h, que belo grupo este. E agora? Descer até à Serdeira? As vontades já não são efusivas, ok esperamos pela boleia (mal sabíamos). Lagartos ao sol, gráfico da preguiça lá no topo, soneca/sesta saborosos. Chega o Ernesto na carrinha maléfica. Descemos à Ortiga e saem os primeiros baptismos de parapente. Hugo inaugura o marcador e sai, sem cerimónias, a correr, depois a deslizar e finalmente a flutuar monte abaixo. Seguem-se a Bárbara e a Joana. Eis que os ventos dizem que daqui não sai mais ninguém. Após 2 tentativas de aproximação à pista da Joana, decisão de aterragem lá em baixo, na Lousã. Nós os outros 12, seguimos por estrada. Carrinha maléfica ao baixo não pega, "Se vocês soubessem como está esta carrinha..." Caixa aberta, cabelos ao vento, gargalhadas constantes. Condução precipitada e turbulenta, exagerada por uma 2ª puxada a pedir 3ª ao baixo, só que... grrr.... grrrr.... a 3ª não entra... e não entra... velocímetro a ficar excitado... grrr... a 2ª... também não entra... os travões não moram neste veículo... grrr... o de mão já está puxado... após habilidoso desvio... eis que... a mágico-trágica acácia nos recebe e nos pára com o embate lateral deste corpo previamente desgovernado! Pronto, susto registado e irresponsabilidade de motorista escusada, pela estúpida ânsia de velocidade completamente inoportuna. O aparato foi este, os estragos felizmente desprezáveis. A reacção do grupo, excelente, ao ponto de servir para alimentar as conversas do resto de fim-de-semana com a chacota merecida de tal acontecimento. Mais parapente, agora com motor, da pista, Mónica e Raquel. Boleia para casa, com peão escusado na pista. Banhos, perfumes, roupa nova e... Ti'Lena, restaurante no Talasnal em excclusivo pra nós. Lareira acesa, volta a saber bem. Bacalhau (só para alguns), chanfana, cabrito e pudim de abóbora, farófias, talasnicos e... vinho, da casa - Souselas - sangria e... aguardente.. de mel. Brindes a nós, brinde às acácias, à acácia da Lousã!! Os mais resistentes disco-night. Eu boa-noite, até amanhã. Domingo preguiçoso. Alvoradas bocejadas entre as 8h30 e as 11h30. Logística para o farnel. Saída pró castelo, previsão de caminhada light até ao Talasnal agora de dia. Não há pressas, o dia está fabuloso. Hesitamos na boca do trilho, mas agora sim, subimos, paramos noutra varanda sobre a Senhora da Piedade, mesmo ao lado da cruz branca. Seguimos pelo trilho com vistas fantásticas. Chegamos ao Talasnal, que ambiente. Café pachorrento na varanda do O curral. Mas que belo momento. Está-se bem, muito bem. Apetece viver aqui, a companhia é fantástica. A paisagem de sonho. Que se registe, aqui está mais um momento daqueles ;) Tempo ainda para conversas com a Ti Lena genuína, anciã da aldeia. Prova do licor serrano, licor de castanha e licor de bolota. Sou pouco bons são... Descida pela levada. Ida e volta panorâmicas. Descida ao ponto de partida, regresso às origens.

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