
Um excelente Natal para todos e um 2007 repleto de Cumes conquistados!
Boas Festas!
Um mágico momento pode levar-nos do fundo do nosso ser ao esplendor das mais distantes estrelas.
Cruzei-me esta semana com um texto delicioso, perfeitamente enquadrado no espírito desta viagem, que não resisto em partilhar.
Triste de quem vive em casa,
Contente com o seu lar,
Sem que um sonho, no erguer da asa,
Faça até mais rubra a brasa
Da lareira a abandonar.
Triste de quem é feliz!
Vive porque a vida dura.
Nada na alma lhe diz
Mais que a lição da raíz
Ter por vida a sepultura.
Eras sobre eras se somem
No tempo que em eras vem.
Ser descontente é ser homem.
Que as forças cegas se domem
Pela visão que a alma tem!
Fernando Pessoa 1933
Os princípios fundamentais do treino ou "leis" do treino são um conjunto de pressupostos, comprovados cientificamente, em que se baseiam os meios e métodos de treino que actualmente se desenvolvem. O essencial é o seguinte:
Princípio da Continuidade - para melhoria da capacidade física, é necessário que os estímulos fornecidos ao organismo através do treino aconteçam regular e repetidamente, com periodicidade determinada pela adaptação pretendida. A obrigatoriedade da continuidade do processo de treino deve-se a um processo denominado "super-compensação", que consiste no aumento de uma determinada capacidade (em relação ao nível anterior ao estímulo), após um período de recuperação. Se não houver continuidade e deixarmos o fenómeno de super-compensação regredir, perdemos os benefícios do treino anterior.
Princípio da Reversibilidade - o treino provoca adaptações, mas estas não se mantém no tempo após a interrupção do processo. Podemos dizer que as alterações a nível local (celular e tecidual) demoram algumas semanas a acontecer e também não se mantêm por mais do que algumas semanas. As adaptações "centrais" (a nível cardíaco, pulmonar, etc.) demoram mais tempo a formar (um ou mais meses) e também permanecem durante mais tempo após a interrupção do treino. A reversão destas adaptações ao esforço, tal como o seu aparecimento, acontece de forma gradual.
Princípio da Individualização - o processo de treino, tal como qualquer processo de adaptação, é um processo muito individualizado. O motivo destas diferenças prende-se com factores genéticos e/ou biológicos e com as vivências anteriores de cada indivíduo.
Princípio da Especificidade - O treino de uma determinada qualidade física não acarreta obrigatoriamente melhorias nas restantes. Isto acontece devido aos diferentes processos bioquímicos envolvidos. Para além disto, o treino efectuado com um tipo de exercício (corrida) não implica melhorias equivalentes em outros exercícios (ciclismo ou natação), mesmo que se trabalhem as mesmas qualidades físicas. Neste caso, as diferenças ficam a dever-se essencialmente à especificidade do movimento, que recruta diferentes grupos musculares e em proporções também diferentes, de exercício para exercício.
Caros amigos!
Pois é… o nosso amigo Kili! E ele é cá um danado… não deixa qualquer um trepar por ele acima… ohoh Faz-se difícil! E cá entre nós, faz ele muito bem. Não tinha piada se fosse fácil, não acham?! Mas por outro lado… é um risco! É um grande investimento que vamos fazer e não temos quaisquer garantias de que iremos conseguir. E quando falo em “grande investimento” não me refiro apenas ao financeiro, refiro-me também ao treino fisico, à pesquisa sobre o melhor trilho, aos emails trocados com as pontenciais agências de viagens, à conversa com o novo chefe pedinchando os dias de férias aos quais ainda não tenho direito, etc etc… É todo um imaginário que se vai criado à volta da ascensão do imponente, fantásico, magnífico e lindo Kilimanjaro! Deve assemelhar-se à preparação de um casamento (sem querer ferir susceptibilidades).
A ascensão não dá muita margem de manobra para a adaptação individual de cada um. O tempo disponível não permite que cada indivíduo tenha tempo de se adaptar à altitude e a todos os outros factores que influenciam o metabolismo do nosso organismo. E o grupo terá que continuar… O treino físico que estamos a fazer vai concerteza ajudar a que consigamos ter mais resistência e a facilitar a nossa ascensão. Mas e a parte psicológica?! Como é q se treina?! Sim… porque teremos que ser fortes… não vai haver esquinas para pensarmos “são só mais 3 esquinas”. O monte será íngreme e a aproximação ao cume será lenta, muito lenta! Como treinamos a psique para resistir a um esforço físico tão grande? Alguém tem respostas? Que parte será mais importante, a física ou a psicológica?
Como em qualquer outra montanha, há no Kilimanjaro diferentes trilhos de acesso ao cume, que foram estabelecidos ao longo da sua história de conquistas. O Kilimanjaro é rodeado, cá em baixo, por uma zona de densa floresta e é por aí que todos os trilhos começam. Há pelo menos 7 que nos elevam desta zona de floresta para a curva de nível dos