sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Clermont-Ferrand

Confesso que estava ansioso. Ansioso antes da partida e ansioso pelo inédito destas mini-férias. Desejadas há já algum tempo, mas planeadas muito recentemente. Queríamos há algum tempo vir cá ver os meus tios e primos, mas achamos que podíamos ir ainda mais longe e desafiamos os meus pais para virem connosco. Foi fácil o acordo, a oportunidade era única, para todos. Assim combinados, esta visita é Surpresa para tio e primos (a tia é cúmplice). O efeito suspense da descoberta do que seria a "Surpresa", envolveu tudo e todos e o reencontro de irmãos, apesar de frequente em Portugal, não acontecia aqui por estes lados, há +/- 16 anos. Foi giro vermo-nos cá, com os nossos. Estamos mesmo no centro de Clermont, na região de Auvergne. Terra de queijos, vinhos, vulcões, paisagem e pneus, não fosse a Michelin uma das maiores empresas cá do sítio. Mas as surpresas não se ficariam por aqui. Um lanche/almoço tardio e um jantar a simular uma ceia de Natal, mais do que encheram todas as medidas. Apesar do cansaso da viagem e uma noite anterior não dormida, o prazer DO Champagne, o verdadeiro, o requinte do Foie Gras, a doçura de um Alsace (vinho) e ainda um tinto igualmente aromático, são uns mimos e uma recepção daquelas. Obrigado tios pela hospitalidade e por esta experiência gastronómico-vínica, logo ali à chegada. O adormecer foi imediato, é que amanhã vamos para a montanha...

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Está aí uma nova Aventura!

Começa amanhã uma nova aventura. Estamos empolgados com mais esta nossa viagem, desta vez mais "doméstica", mas empolgante na mesma. Saímos de carro, amanhã à noite e voltamos no final do dia do Entrudo. O nosso destino é este:


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Mais pormenores em breve...

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

O conceito TOASTMASTERS

Apesar de nunca ter falado aqui deste meu projecto pessoal, a verdade é que eu sou um dos sócios fundadores, elemento activo e o actual Sergeant at Arms do clube Toastmasters do Porto. A Toastmasters International é uma organização, sem fins lucrativos, que visa o desenvolvimento de competências de comunicação e liderança dos seus membros, através de um processo iteractivo de aprender-fazendo. Uma descrição algo formatada para resumidamente dizer que é um espaço onde podemos treinar e aperfeiçoar técnicas de comunicação em público. Para mim, o desafio surge naturalmente após identificado este ponto fraco: falar em público. Custa-me, causa-me stresse, inquieta-me... pensar em enfrentar audiências. Mas como partilho esta fraqueza com tanta gente desta nossa sociedade ocidental, o conceito Toastmasters surge, de uma forma espontânea e extremamente estruturado, permitindo a todos os seus membros um autêntico "laboratório pessoal de apresentações em público". Esta organização está dispersa por 90 países, em cerca de 11.000 clubes, aos quais pertencem mais de 250.000 pessoas. Em Portugal temos já dois clubes. Um em Lisboa e outro aqui no Porto, desde Dezembro de 2006. Com reuniões quinzenais, sempre às Segundas-Feiras à noite, temos espaço e plateia para treinarmos discursos preparados, discursos de improviso e discursos funcionais. Apesar do método não profissional e sem o apoio de técnicos qualificados, reconheço o mérito. A minha evolução, nesta área, apesar de, desde a fundação ter feito apenas 3 discursos preparados e ainda ter muito que melhorar, é notória. Na semana passada enfrentei uma plateia de mais de 100 pessoas, no Open Day do clube, com relativo à-vontade, situação inimaginável, há uns tempos atrás. Além disto tudo, os learning moments que temos tido, com convidados ligados a esta área têm sido bastante bons. A estas sessões, qualquer pessoa pode assistir como convidado, quando quiser. Assim e, caso tenham curiosidade, as próximas sessões do clube do Porto serão nos dias: Fevereiro 11, 25; Março: 10, 24; Abril: 07, 21; Maio: 05, 19; Junho: 02, 16, 30; Julho: 14, 28. Apareçam!

domingo, 6 de janeiro de 2008

Este 2008

Já cá estamos. No novo ano. Dois mil e oito. E não começa bem...
Gosto aqui de enaltecer os mágicos momentos da vida, mas pela primeira vez, sinto necessidade de registar trágicos momentos. Não nossos, mas duma comunidade que me é tão querida e da qual muito me entristece, ver o que tem acontecido nos últimos dias. Do Quénia falo. Desse país, que alimentou há quase 1 ano atrás, o sonho de uma viagem e onde encontramos pessoas adoráveis e de uma hospitalidade imensa. Hoje está em estado de sítio. Já se contam mais de 300 mortos e para cima de 250 mil pessoas deslocadas. Eu, que lá estive, não consigo imaginar como é possível. A origem do conflito interno passa por umas eleições mal conduzidas, no passado dia 27 de Dezembro, com uma oposição não conformada com a reeleição do presidente Kibaki. Pelo que parece, o tumulto não está tanto no vencedor, mas na forma como a eleição foi conduzida. A apimentar estas indefinições as rivalidades entre tribos, principalmente entre a do presidente Kibaki (tribo kikuyo) e a do opositor Odinga (tribo Luo). A notícia entra-nos pela porta, de forma discreta, e com aspecto de mais uma guerra. Mas as viagens têm destas coisas, ligam-nos emocionalmente aos sítios e o Quénia ainda mais. Ainda por cima, o Quénia é daqueles países que tem mantido, ao longo de anos, uma estabilidade política e um crescimento atípico naquele continente. Para além de ser a jóia da imagem que nós ocidentais europeus temos da adorável África. Assim, o meu desejo primeiro para este 2008 é para este povo. Que tudo se resolva rápido e que não mais tragédia se propague. Do fundo do coração, para o Quénia!






segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Um sonho de Natal

Natal é sem dúvida um período de festa, não é? Tornou-se, fruto do modelo de sociedade actual, um acontecimento social, um período obrigatório de partilha, de compras, de prendas, de agitação, de 13º mês, de embrulhos, de postais, de sms, de emails e mensagens sempre mais originais que todas anteriores, de luz e agitação. O Natal hoje é assim. Não vale a pena barafustar. Não vale a pena dizer mal do consumismo, do exagero dos embrulhos e das confusões dos centros comerciais. É mesmo isto e, o truque é apenas o como escapar ileso às agressões deste modelo, dando valor ao que realmente interessa. Achei muito curioso um comentário da minha mãe estes dias. Em tertúlia de família comentava: "Hoje já ninguém fala do Menino Jesus." - aliás, a justificação histórica, religiosa e pertinente deste período - "Agora fala-se sempre no Pai-Natal!" - e não é que é verdade! Crentes ou não crentes, a verdade é que assumimos agora o Natal como o período das férias, das prendas e do Pai-Natal e não mais como um marco religioso do nascimento do Deus menino, para desgosto da Igreja Católica Apostólica Romana. Eu privilegio o Natal original o da família claro. Obviamente que sim, mas este é o meu mundo e, o Deus menino disse-me que gosta que nós gostemos do nosso mundo como ele é.

O dióspiro e a aranha


Rugas de pele


Olhos nos olhos

P.S. - Um sonho de longa data se concretizou. Já tenho uma SLR. A fabulosa D80 da Nikon, com uma objectiva 18-135mm, será agora minha companheira em muitos dos futuros mágicos momentos. Nestes primeiros dias de campo, 3 registos que gosto particularmente, como "prenda" de Natal e justificação do atraso de 1 semana deste post. Um bom Natal para todos!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

30º mágico momento


Cá está! Hoje, dia 03.12.2007 chego aos meus 30 anos. A data, sem nada científico que o justifique, representa um marco assinalável na cronologia humana. "Já sou um trintão!" aqui, na assumpção pejorativa do peso da idade e do afastamento dos tempos áureos da juventude, mais significando, "estou velho". Mas eu prefiro o "Estou nos trinta!", na expectativa de que a mensagem seja mais do género: a década de ouro das nossas vidas. E é esse o pensamento profundo que tenho e que me persegue no dia-a-dia destes tempos. Aos 30, estamos num dos melhores momentos das nossas vidas, física e emocionalmente. Quando a independência atinge um máximo, face à autonomia até aqui conquistada e a filho-liberdade-limitada ainda não chegada, nos deixa ainda espaço para algumas aventuras mais. Mas os 30 são ainda uma década de ouro nas amizades. À nossa volta multiplicam-se casamentos, amigos a viver maritalmente, filhos novos, filhos já grandes, novos empregos, novos desafios, novos destinos, estórias mirabolantes de vida, encontros distantes cada vez mais valiosos! E já aquela sensação nostálgica de tantas recordações boas do passado, dos 20. Mas como a história da vida, apesar de tudo se faz com as nossas mãos, digo que é obrigação nossa construir estórias nestes 30, dignas de nota futuras para, aos 40, recordar tudo tudo, ainda com mais emoção, orgulho, para pintar de muita cor, aos filhos, todos os momentos bons da vida, todos os mágicos momentos vividos.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

No outro extremo

Esta estreia na competição ibérica de Corridas de Aventura foi um choque! Ficamos em último lugar numa prova que contou com cerca de 50 equipas. É certo que não íamos pela classificação, nem tão pouco pelo desempenho levado ao extremo, mas este último lugar, foi duro de se constatar, principalmente depois de vermos o que temos que fazer para chegarmos lá cima aos lugares do podium. Esta mudança de nível/objectivo, do tipo de actividade, do simples passeio de fim-de-semana light com os amigos, para uma prova ultra-competitiva entre equipas lusas e espanholas durante 17h contínuas dum fim-de-semana, eleva-nos a fasquia de desafio para um novo nível. A Taça de Portugal de Corridas de Aventura conta com uma mão cheia de provas multi-actividades, onde o objectivo é somar pontos com a passagem por pontos de controlo (CP's = Check Points), em equipas de 3/4 elementos, tendo por base técnicas de orientação, em completa autonomia e sem nunca recorrer a desportos motorizados. Este fim-de-semana, foi em Chaves/Montalegre. Das etapas que fizemos, aprendemos que a estratégia, a assistência, a dinâmica e claro, as pernas, são a chave dos bons resultados. Parece-me fácil conseguir um lugar no meio da classificação, analisados os erros deste fim-de-semana. Por exemplo, ficamos sem nenhum dos 5 CP's do BTT da manhã de Sábado (+/- 35km) por termos chegado 10seg depois da tolerância da hora de fecho!! Este fim-de-semana foi também inédito no atrevimento do termómetro: -3º na Sexta à chegada, -9º em Chaves na partida de manhã e -14º no domingo de madrugada em montalegre!!! Depois a resiliência, o espírito de sacrifício e a persistência são dignas de nota e é impressionante senti-lo à nossa volta. Hoje que já não me doem as pernas, nem as costas, nem os braços, nem a alma digo: Gostei muito e quero repetir! Mas para a próxima, talvez não seja boa ideia ir, a meio da prova, jantar sopa caseira, alheira e posta barrosã, à lareira de um aconchegante restaurante de aldeia!

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

«Volunturismo»

EXPRESSO Fotomontagem

Há uns meses atrás, quando vividamente descrevíamos a nossa viagem por África e todo o seu planeamento, não deixamos nunca de incluir uns dias de entrega no programa, de serviço voluntário para com o país que nos ia acolher, de contacto próximo com as populações e mais distante dos habituais circuitos comerciais. Fizemos porque sentíamos vontade disso, mas também porque queríamos enriquecer ainda mais a nossa experiência com a ajuda ao próximo. Era o nosso programa, pessoal e personalizado. Hoje, já não seria tão original. Um novo conceito surge e está a florescer nos circuitos habituais do turismo mundial. Este novo conceito chama-se Volunturismo! Descrubri-o surpreendentemente, este fim-de-semana, num artigo do Expresso que aqui transcrevo:

"O termo surgiu nos últimos anos entre agentes do turismo. Embora sempre tenha havido viagens de voluntariado, a novidade é esta possibilidade de associar «o útil ao agradável». O fenómeno adquiriu de tal modo expressão que a bíblia dos viajantes - o Lonely Planet - lançou em Junho um guia sobre volunturismo. Uma pesquisa rápida na Internet basta para encontrar dezenas de agências a comercializar a experiência. Esta ‘indústria’ essencialmente anglo-saxónica está enraizada nos EUA, em Inglaterra, na Nova Zelândia ou na Austrália, onde existe a tradição do «year off» - ou «gap year» (o ano passado a viajar depois de terminar o curso superior e antes de começar a trabalhar) e onde os hábitos de voluntariado são incentivados desde cedo. No Reino Unido, a «indústria do gap year» atinge um quarto dos jovens entre os 18 e os 25 anos. A consultora Mintel avaliou em 7,4 mil milhões de euros o mercado mundial do «gap year», e prevê que quadruplique até 2010. Apesar de em Portugal ainda não se falar no assunto, há já quem alerte para os aspectos negativos do volunturismo. Um dos argumentos é que este tipo de viagens serve mais quem as faz do que quem beneficia delas; outro é que é muito mais caro do que o simples voluntariado. Mas para quem tem perfil voluntarista, será algo do outro mundo pagar mais para viajar de outra maneira? Mesmo que isso inclua trabalhar? "
Mais informação:

Da nossa experiência, apesar de curta, diria que foi enriquecedora para nós, sem dúvida, mas sobretudo útil e reconfortante para com os miúdos que estivemos. Mas é um conceito polémico, não é?


segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Desacelerar com o Inverno

Este pachorrento verão não quer dar lugar ao outono. São as praias cheias em pleno Outubro, e o contraste insólito das castanhas saboreadas com o prazer do bronze na areia. É estranho de facto. Mas este prolongar do verão, já não desejado, aumenta-me ainda mais a vontade dos dias de inverno. A ternura dos chuvosos dias, onde depressa cai a noite, embalados pelo crepitar vigoroso da lenha seca, dentro da lareira. Que delícia! Tenho saudades. E mais ainda, o desacelerar da actividade frenética do verão, fruto dos diminutos dias e da vontade de ficar por casa, como a formiga, a cuidar da casa, a ver filmes (sem adormecer), beber uns licores aveludados e saborear aquelas castanhas que nos saltam quentes das pontas dos dedos. Tenho saudades. Este verão foi intenso. É agora momento de virar a página e recuperar forças na tranquilidade do outono/inverno, também desejados.
***
As últimas duas semanas tiveram 3 momentos dignos de registo. Além da inauguração oficial de mais um lugar de família, desta feita em Miranda do Corvo, 2 outros. O primeiro, há 1 semana, o "Mass Training", isto é, uma acção de formação em grupo sobre SBV, isto é, Suporte Básico de Vida. Muito bem organizado, excelente conteúdo e acima de tudo, o elevar do sentido de cidadania, ganhando-se competências básicas para, quem sabe um dia salvar uma vida. Outro momento da quinzena, foi este Domingo. A participação na Meia-Maratona do Porto. Corridos os 21 097m, sim os 21Km, todos até ao final. Atingi o objectivo, cheguei ao final e ainda baixei 4 minutos o meu tempo da anterior. Todo o percurso em 1h58min. Mas melhores tempos houve: 1h54, 1h47 e 1h38 nossos. A Fernanda Ribeiro demorou 1h14 e o primeiro "só" chegou 48'' antes de mim. Fica mais uma vez o gostinho da conquista e a recordação de uma manhã bem passada com o presente de uma tarde tranquila e muuuuito relaxada.



segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Chamusca, Vindimas e Corpo Humano

Ao documentar momentos da vida com esta nova frequência (2 semanas no máximo), corro este risco, ter ainda mais para descrever no espaço reduto de um post. Mas é um novo desafio, que quero experimentar e, claro, com o tempo extra, dedicar-me mais a outros projectos/objectivos.

E de facto esta última quinzena foi rica em mágicos momentos. Ribatejo para começar. Um fim-de-semana fabuloso proposto e dirigido por uma anfitriã 5 estrelas. Obrigado Inês, mais uma vez, pelo excelente programa e pela extraordinária hospitalidade. Com o quartel general instalado na Chamusca, pequena-grande vila ribatejana, a bordejar o Tejo na margem sul, fizemos de tudo um pouco e nem a ameça de chuvas nos 2 dias nos demoveram. Começou logo no serão de Sexta-Feira. Tivemos o prazer de ficar instalados em casa de um fadista. Mas não de um fadista qualquer. Além de ser o simpatiqíssimo pai da nossa anfitriã, é um reputado e acarinhado fadista ribatejano. João Chora. Serão deliciosamente preenchido (além da comida e vinho ribatejanos) pelas notas e acordes do piano acompanhados pela voz afininadíssima do nosso anfitrião. Uma delícia, uma raridade de tão intimista que foi. Simplesmente adorei e agradeço a magia do momento a ambos, pai e filha, pela ternura das melodias partilhadas. Sábado, oportunidade única para conhecer a Chamusca, vila do Ribatejo. Dia de feira, cinzenta de céu, mas alegre nos passos. O branco das paredes das casas mostra-nos a escadaria, que lá no alto, do mirante da Nossa Senhora do Pranto, nos apresenta o aglomerado da Chamusca, ribeirinho ao Tejo, que aqui é ainda apertado nas margens. A vista vai longe e é bela e diferente. O rio pinta as suas lezíras de côr. Avançando, simulação de touro e tourada no campo de jogos, e reforço de mochilas com um almoço volante abastado preparado pela mãe. Que delícias. De comer e chorar por mais. Um belo pic-nic beira-Tejo. À tarde, mais uns bons momentos e experiência inédita, a experiência de montar a cavalo. Cordoaria de Pinheiro Grande foi a nossa escola. Elegantes e respeitáveis animais todos aqueles cavalos. O nosso era paciente e dócil, um puro Lusitano, mas lá de cima, os comandos das rédeas complicavam-se e só a determinação e ordens firmes nossas transformavam os movimentos de ambos nas nossas vontades. À noite, tinha que ser. Sopa da pedra em Almeirim. Muito boa, e uma carne em espeto de louro, daquelas. Reforço de programa com saída ao bar do momento, ali, também em Almeirim. Domingo, nova descoberta. Na Golegã, visita guiada à Casa-Estúdio de Carlos Relvas, um ícone para amantes da fotografia. Recentemente restaurado, o edifício, só por si, já merece a visita. Depois, passeio descontraído, na margem sul, pela pitoresca vila de Arripiado, a ver o Tejo e "Tancos civil" do lado de lá. A chuva ameaça mas o almoço não é comprometido. À tarde visita ao Castelo de Almourol, ali na ilha. Os bombeiros, fazem-nos a viagem de barco, prestavelmente sem custos. O castelo é fantástico e o cenário em volta também. De registar é também a viagem de regresso. Com uma descarga de água, instantânea apenas durante a viagem, molhando-nos e dando emoção aqueles épicos 20min.

Neste fim-de-semana, programa diferente. Sexta, feriado, dia de recolher à adega, as uvas para o verde vinho deste ano. Dia árduo de campo, ao qual o sol e as poucas nuvens aligeiraram a temperatura e o desconforto das tarefas. Correu bem e levou-se quase a metade a tarefa anual da vindima deste ano. Sábado, casamento de 2 amigos no Botão, não no país, mas numa das freguesia do concelho de Coimbra. Domingo, programa em Lisboa. Além do belo passeio com os amigos e a sempre bem disposta companhia do Davide, amigo Italiano do ERASMUS na Finlândia, espatosa foi a visita à Exposição do Corpo Humano. Já não me lembro de uma exposição assim, onde o interesse do que se vê, se mantém do início ao fim, sem tédio. Uma exposição polémica desde início, não fosse o facto de todos os "espécimens" serem todos eles reais, de pessoas. Não impressionou pela exposição de cadáveres. Impressinou sim, pela espectacularidade e complexidade desta nossa máquina, o nosso corpo. Desde as dimensões e proporções dos músculos, à intricada rede de nervos e ligamentos do sistema central, passando pela robustez do fato que a derme nos envolve. A forma como estão expostos os espécimens e a minúcia do detalhe, por exemplo, na obra de arte da rede de veias, artérias e capilares, não deixa ninguém indiferente. E deve ser mesmo boa a exposição. Esperamos cerca de 20 minutos numa fila, neste Domingo de manhã, para entrar. Aconselho a todos. Repetia caso pudesse.