
Um mágico momento pode levar-nos do fundo do nosso ser ao esplendor das mais distantes estrelas.
quinta-feira, 22 de março de 2007
E agora?

terça-feira, 20 de março de 2007
Triângulo à Escala

Pessoal, aqui está o triâgulo à escala, prometido, desenhado e aprovado pela fantástica Silver. Assinas por baixo Silver? Não o adulterei pois não? :)
E agora um pouco de cultura:
Ao chegar a Siracusa, Pitágoras disse a seus netos
"O quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos" (in Wikipédia)
segunda-feira, 19 de março de 2007
sexta-feira, 16 de março de 2007
Prova Oral
Sob a Savana
segunda-feira, 12 de março de 2007
Chegamos!
Chegamos ao Porto ontem, Domingo, dia 11.03.2007, 8h20 locais.
A viagem foi bastante cansativa, já que, por precaução fomos bem cedo para o aeroporto (16h), no Sábado, onde esperamos demoradamente pelo início do voo às 23h15. A viagem Nairobi-Paris foi de noite. Saímos do Quénia com 28ºC e um aeroporto abafado pelo ar-condicionado avariado. Chegamos a Paris Charles-de-Gaule às 5h45 locais com uns gélidos 2ºC. Que frio! Transfer apressado para a nossa ligação ao Porto, num aeroporto congestionadíssimo. Voo tranquilo para o Porto. Chegamos nós. Não chegaram as malas!! Coincidência ou não, estava a contar com isto. O CDG em Paris tem fama e desta vez calhou-nos a nós. Sem problemas, acabaram-nos de entregar as mochilas, já hoje, agora de manhã, lá em casa. Logo à noite verificamos se as meias mal cheirosas vieram todas.
sexta-feira, 9 de março de 2007
Maasai Mara
quarta-feira, 7 de março de 2007
Locomocao Africana
Na Tanzania, nao tivemos coragem, sabem porque? Nos matatus, mais conhedidos la por 'Dala-dala', na Tz nao e' obrigatorio cinto de seguranca. Que e' que esta gente faz? Mete tanta gente quanta consegue nos dala-dala. Resultado, uma Toyota Hiace pode levar ate... 30 pessoas! E' a loucura. Parece um repolho de pessoas, com cabecas a sair por todas as janelas. So nos riamos e claro, nao nos aventuramos a um contacto tao intimo com os locais.
Amanha partimos para outra e a ultima aventura do programa. Safari de 3 dias em Maasai Mara. Mais uma vez nao devemos ter net perto, mas assim que puder dou noticias. Como a data de regresso esta proxima, provavelmente podera ja ser por terras lusas. Ah, estamos de volta no Domingo. Abracos a todos e, venha la' a selva. Sera' que os leoes fazem mto barulho de noite?
terça-feira, 6 de março de 2007
Baden-Powell
Voluntariado
Assim, no Sabado de manha, 'a hora marcada, la' estava ela 'a porta do nosso hotel para nos levar (porta a porta) 'a "Fauzia Orphans Childrens Home". Pelo caminho conhecemos a Mae destas craincas que estava a nossa espera numa rotunda. O caminho para a casa e' em terra batida, durante cerca de 10min. Muito buracos, lojas/stands a vender tudo aquilo que um europeu nunca compraria. Espantosamente no meio disto ficam ainda duas fabricas de cosmeticos/perfumes bastante conhecidos por ca' e masmorramente fortificadas por altos muros. Chegamos. O portao abre-se. La dentro, um espaco exterior com baloicos rudimentares um campo de terra, para o futebol e um atrio, onde paramos o carro. As primeiras criancas ja nos olham a medo, com aqueles olhos. A mae da casa, faz-nos as honras e comeca a falar-nos da historia da vida dela que e' praticamente a da instituicao. Estao aqui, neste sitio, so ha' 3 anos, a instituicao tem cerca de 15 anos. Antes estavam mesmo em Nairobi e viam-se aflitos porque nunca tinham sossego. Aqui estamos muito bem, diz ela, temos ar fresco! E' verdade. Damos uns passos e vemos o escritorio, onde dormita um computador muito antigo, uma secretaria e umas estantes com provavelmente os poucos documentos que esta gente toda deve ter. Sao 47 criancas no total, raparigas e rapazes. A mais nova, uma menina de (so) 5 meses e os mais velhos, uns rapazes ja' espigadotes dos seus 18/20 anos digo eu.
A mae faz questao de nos mostrar a casa. Meu Deus, que miseria. Entramos pela cozinha, onde antes vemos 2 grandes paneloes onde esta a ser cozinhado, a lenha, o almoco para dai a umas horas. Na cozinha, 'a Liliana e' posto nos bracos uma das criancas mais nova da casa, uma menina muito gira, be'be' ainda que diz a mae, gosta muito de brancos. E parece que assim e'. A miuda esta descontraidissima e contente por ter um colo. Entramos, vemos os quartos, camaratas. De um lado os rapazes, do outro as raparigas. Ha' ainda o quarto da mae, onde dormem tambem os bebes. Regressamos ao exterior. A mae reune os miudos e pede-lhes para nos mostrarem algo. Ainda muito timidos, as miudas, que os rapazes nao se expoem assim, dancam-nos umas poucas musicas. Pedimos para ajudar, mas a mae faz questao de nos tratar como convidados. O maximo que conseguimos e' brincar com os putos. Aqui o que nao falta e' mao de obra. O que eles mesmo precisam e' de carinho, afecto, atencao. Assim fazemos. Os mais novos sao os mais dados. Ao final de poucos minutos ja estao todos contentes a brincar connosco. Ah, vamos ainda 'a cozinha desenpacotar as nossas/vossas ofertas. Mas que felicidade. A mae diz-nos que trouxemos roupas muito bonitas. Os peluches/brinquedos fazem muito sucesso. Os putos recebem-nos com muita complacencia e alguns vao guarda-los cuidadosamente na arca onde devem ter os seus objectos pessoais. Uma menina do Uganda que aqui esta, recebe cada peca que a mae lhe da, com um Asante Sana (muito obrigado) e uma venia de joelhos!!
Chega a hora do almoco. Mas antes disso e' tempo de oracao. Ritual muculmano, com um professor/catequista que os orienta e le o corao, numa mini-mesquita improvisada numa das mini-salas da casa. Ha o chamemento habitual que tb se ouve nas ruas de Nairobi e todos se reunem na mini-mesquita. Nos permanecemos ca fora com os mais pequenos. Hora de almoco. Este e' um momento particularmente dificil para nos. A comida nao falta, arroz e feijao, mas os miudos pequenos que estao connosco, comem com a mae numa roda, numa bandeja no chao, com as maos (e' normal aqui). Nos tentamos disfarcar, mas as condicoes de higiene desta refeicao deixam muito a desejar... Bom saimos novamente para o jardim e a tarde passa calmamente num jardim solarengo 'a sombra. 'As 4 da tarde temos um dos filho mais velho da mae, que ja nao esta ali, que tem carro, que nos faz o servico de taxi e nos leva de regresso ao hotel. No Sabado 'a noite decidimos ir so' mais um dia, ja' que na 2a as criancas vao para a escola e nos nao conseguimos fazer mais q distrai-los no jardim. O Domingo e' bem mais familiar. O sitio claro e as criancas adoram-nos. Podemos nao ter feito muito, mas acredito que conseguimos um fds diferente para estas criancas. No final, ficaram tristissimas por estarmos a partir e curioso foi ver o puto mais reguila, que tinha aspecto de ser o mauzao do sitio, a choramingar por ver os mzungus (brancos) irem embora.
Ha muito mais a dizer, mas aqui nao consigo. Mas sabem o que mais me impressionou no meio disto tudo? E' que olhamos para estas criancas, olhamos para um jardim de infancia em Portugal e quem e' que chora? Foi isso que mais me impressionou, estas criancas, com todos estes problemas (quase) nao choram!!
Fauzia Orphans Childrens Home
Pumwani, Road Maratib Wa Pumwani
P.O. BOX 13151 NAIROBI, Kenya
domingo, 4 de março de 2007
O reverso da medalha
sexta-feira, 2 de março de 2007
A "nossa" Montanha

Acabamos de chegar a Nairobi, cidade caotica, que nao nos agrada assim a primeira vista, mas isto tb e' fruto de nao conhecermos (ainda) aqui ninguem e por termos tido uma viagem agitadissima de bus, durante umas 6h empacotados num banco de tras. Tem a vantagem de finalmente termos net como deve ser e, de se conseguir nao gastar 30min apenas so para escrever um mail, o que aconteceu em Arusha. Aproveito entao para partilhar um pouco mais daquilo que passamos montanha.
Para comecar, digo-vos que superou todas as nossas melhores expectativas. Confesso que de inicio duvidava da nossa chegada ao cume, nao por falta de forca, mas antes por reaccao adversa aquelas altitudes extremas. Tenho a certeza que se eu ou a Li tivessemos com sintomas da doenca de altitude na vespera do cume, nao tinhamos hoje esta estoria! A experiencia fica marcada logo pelo esforco e empenho necessario na preparacao/logistica. Alem da que trouxemos de Portugal, repararam que foi precisa uma equipa de 9 pessoas para nos porem aos 2 la em cima quase nos 6000m? Pela rota que escolhemos (Whisky, lembram-se), sao entao precisos (imposicao das autoridades do parque): 1 guia (Arnold), um guia assistente (Yusto), 1 cozinheiro (Maulidi) e 3 carregadores por pessoa (2x3 = 6 carregadores). A economia deste pais vive disto e, como tal, nao temos que fazer quase nada, apenas carregar a mochila do dia, com a racao de combate tambem fornecida num tuperware, tudo direitinho e dieticamente calculado ao pormenor para nunca nos faltar as forcas. A logistica destes homens e' incrivel. E nos ate ficavamos incomodados com tanta papariquice. Do genero, chegavamos ao campo e traziam-nos uma bacia com agua quentinha para nos lavarmos. Logo de seguida serviam-nos o lanche, cha, pipocas, amendoins, uns snacks. Ainda sem termos parado de arrumar/desarrumar o material, preparando-nos para a noite e posicionando tudo para o dia a seguir, ja nos estavam a servir o jantar. Sabe bem nao ter que fazer nada, mas tambem confesso que me senti um bocado animal de jardim zoologico a ser alimentado na jaula. Sim, que com o frio/vento que sempre estava ao final do dia, a "mesa" era-nos posta numa das entradas da tenda sempre com uma vista exuberante e faziamos tudo debaixo das lonas da tenda.
O melhor destes dias foi a conquista! A conquista de forcas, a conquista de momentos, a conquista de objectivos pequenos para a conquista do objectivo final - o cume e depois a descida. Fica ainda uma experiencia extrema de disciplina. Na gestao do esforco/descanso fisico (num dia tivemos mesmo de nos deitar ainda de dia). Disciplina na alimentacao, forcar comer quando podiamos comer, devorar mais e mais do que queriamos, para nao fraquejarmos e... disciplina no consumo de agua, no minimo 3L/dia. Este ultimo, obrigava a uma outra disciplina, a da urina, muito xixi fizemos nos! E com uma vontade, que nem vos digo nada. Segundo os livros, deve-se somar 1,5L urina/dia!!
Foi duro. Foi muito duro. Quem ja esteve na montanha sabe do que falo. Por exemplo, no acampamento em Barafu, a 4600m, praticamente nao conseguimos dormir. Alem do nariz ligeiramente entupido, a respiracao e' sempre ofegante. E arrumar o saco-cama? Jesus, que tarefa faraonica... O WC era a uns escassos 20m da tenda. Ir, fazer as necessidades numa latrina 'a cacador e voltar, chegou-me a demorar 24min (sem jornal para ler). E cheguei cansadissimo... Mas acreditem, so nos riamos com este nosso subito e precoce envelhecimento. Para mim, um dos momentos mais dificeis foi a 2a noite, em Shira. Choveu e esteve vento a noite toda, que dentro da tenda, faz um barulho incrivel. Nao pregamos olho e claro, o 3o dia custou, nao tinhamos descansado nada. Fomos dos 3800 aos 4600 para voltarmos a descer aos 3900 (melhor forma de aclimatizar). Foi aqui que a Li teve os primeiros e felizmente unicos efeitos de altitude. As tais dores de cabeca. Eu tambem as tive. E na pausa de almoco chegou mesmo a vomitar. Depois disso, sentiu-se melhor e a perda de altitude ajudou. O 3o dia que devia ter demorado 6h de caminhada, demorou 8h. Mas la chegamos devagarinho ao acampamento de Barranco. Com uma noite seguinte dormida como uns be'be's, as forcas foram totalmente recuperadas e o dificil foi seguir a regra do "Pole Pole" (devagar devagar). A Li esteve em grandessissima forma. Subimos a "parede de Barranco" num dia marcado por um sol radioso e uma paisagem incrivel e, embora a medo, nao voltamos a ter sintomas incomodos e facilmente passamos pelo acampamento de Karanga e chegamos ao acampamento de Barafu, a pole position para o cume. O dia do cume merece um post, mais tarde... A descida foi logo no dia do cume e num outro dia. Foi por outra rota e, por isso mais rapida. Mesmo assim, parecia-nos interminavel. Destas horas de descida, fica mais outro registo/licao de vida. Por mais dificil que seja o destino final, o que interessa e' a vontade, persistencia e concentracao na tarefa actual, que aqui se resumia a um simples passo apos o outro. Tivemos uma sorte fantastica com os guias. Foram impecaveis em tudo, na motivacao da Liliana e minha, dia ap'os dia, no gestao das nossas emocoes/ansiedades e na atencao aos sinais vitais sempre. Muito profissionais. O cozinheiro era quase uma mae. Trouxe-nos na palma da mao e esteve sempre atento aquilo que fomos comendo e bebendo. Recebemos o diploma da chegada em "Mweka" sem qualquer ferida ou lesao, ou seja, como fomos e voltamos em seguranca dizemos "Fizemos Cume!"
Dias em Arusha
Ja' estamos em Nairobi e com a emocao da montanha ainda nem vos dissemos como foram os dias em Arusha, por isso aqui vai: Fica'mos a dormir no Karama Lodge, onde cada quarto e' um ge'nero de cabana. Tudo em palha e madeira, com uma rede mosquiteira 'a volta da cama. Aos pe's da cama uma grande portada da' para uma varanda que por sua vez se abre sobre um grande jardim. Ao fundo, mesmo la longe, nas manhas limpidas, podia-se ver o "nosso" Kilimanjaro. Todos os dias fomos 'a cidade a pe', apesar de ser uma distancia considera'vel (cerca de 30min). esta regra so' foi quebrada no dia apo's o regresso do Kili, como devem compreender :) Na cidade eramos sempre abordados por muitos locais que nao tem outra forma de sobrevivencia alem da venda de artigos aos turistas. As vezes sentiamo-nos pressionados mas eles nunca foram mal educados, bem pelo contra'rio. Queriam saber donde eramos e quando respondiamos "Nimetoka Ureno" ficavam todos loucos e so queriam falar dos jogadores de futebol portugues. Ficamos surpreendidos com a cultura futebolistica deles! O calor e' de tirar do se'rio qquer um. Eu andava sempre a pingar a'gua e a cheirar mal. Eles sao uma paz que so visto. Mtos nao trabalham e deambulam pelas ruas 'a conversa com este e com aquele. Nos percebemos rapidamente que nao podemos andar rapido nem agitados nestas terras. "Hakuna Matata"!
Ontem foi a nossa ultima noite em Arusha :( e fomos convidados para jantar com o nosso novo amigo Yusto (um dos nossos guias). Ficamos mto contentes com o convite e la' fomos, na espectativa. Ele vive num quarto nos arredores de arusha e tem tudo la dentro, cozinha, quarto e sala. So' falta a casa-de-banho q nao fica'mos a saber onde era. O espaco dele deve ter cerca de 10m2... e ele e' uma pessoa tao alegre! Foi-nos buscar no carro da irma, todo satisfeito. Cumprimentamos os vizinhos em Swaili e que simpatia de pessoas! Estavam 4 criancas a brincar no chao de terra a quem alegremente demos um carrinho e uma caneta. Que alegria! Cada um escolheu um carrinho e ficaram a olhar pra nos com aqueles olhos escuros esbugalhados. Depois o Yusto fez uma especie de tortilha pro jantar e ensinou-me (pq ja lhe tinha pedido) a fazer Ugali e Pourage, 2 pratos ti'picos daqui. Adoramos aquele bocadinho, mesmo no meio da cultura africana. Depois de jantar fomos ao clube la da zona onde se misturam mzungus e locais. Ate' por la' havia um massai todo louco a dancar. Havia banda ao vivo e o Yusto, que e' um belo dancarino, la' mostrou os seus dotes :) Um dos musicos, devia estar com calor, decidiu abrir a janela por tra's dele e... catrapuz, a janela caiu la em baixo na jardim. Ahahahahahahahha o que eu e o Paulo nos rimos... mas o Yusto e os outros ficaram na deles, como se nada tivesse acontecido. Que comedia!
quinta-feira, 1 de março de 2007
Thanks to our guides
Thank you for the great time we had together at Kilimajaro. We really enjoy the experience and you were really great! Your smile, your songs (Jambo, jambo sana, habari gani....), your dancing, the "turrrrbo women", the cultural exchange, the "Halo, Morning Call", everything was simply great! Thanks for your motivations! Our sucess at summit is also a part of you. Thanks for your friendship :) And you really have this friends at Ureno...
PS: I want an helicopter, right now!!

Alma Africana
Vcs q tem acompanhado a nossa aventura: Digo-vos q o meu coracao ja e africano e sera durante mto tempo. A nossa aventura ainda nem esta a meio mas o facto de sairmos da tanzania pro quenia, amanha de manha, ja me parte o coracao. Nao consigo descrever a emocao q sinto de aqui estar. a Vida e linda , mesmo! Estas pessoas sao lindas! Emociono-me a cada passo q dou neste solo abencoado... Tenho a alma cheia...