sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Jornais

Gosto, gosto muito de jornais. De os ter por perto, de ter tempo para os  ler, de os ler atuais. Gosto do género literário jornalístico, formatado com um lead inicial seguido de um corpo que nos vai respondendo ao quem, quando, onde e como. Mas gosto também das variações. Crónicas, entrevistas, reportagens, artigos de opinião, infografias, suplementos e até os editoriais. Gosto particularmente dos editoriais. Essa coluna inicial que chama a atenção para algo importante e nos aguça o apetite. Os jornais diários são os meus favoritos. O Público é a minha referência. Uma linha editorial que apresenta notícias e dá destaque não só aos temas quentes do momento, mas também a grandes feitos da humanidade ou então da política e da arena internacional com idêntico protagonismo. Vibro sobretudo quando o Público destaca na primeira página a ciência. A chegada do rover da NASA a Marte, a descodificação do genoma humano, a descoberta de mais um punhado de exoplanetas. O Público é único por isto, pondera e seleciona lindamente vários assuntos, de vários temas, ao longo do tempo. Ler a versão papel do jornal é um genuíno prazer. No sofá, calmamente a virar página por página, a varrer com os olhos primeiro os títulos de ambas as páginas e a selecionar a nosso bel prazer qual a notícia que irá ter o privilégio da nossa atenção. É bom esse momento de concentração e dedicação à atualidade. Mas nos últimos tempos, os jornais são muito mais que papel. As versões digitais atualizam a notícia praticamente ao segundo e esse poder chega-nos às mãos logo. No telemóvel leio as notícias rápida e fugazmente. Ao longo do dia, nos intervalos da rotina, ponho-me a par das notícias e, sem o saber, bebo toda essa informação e mantenho-me atual. A meio do dia, alguém fala duma notícia e eu, sem o saber digo, já ouvi isso em qualquer lado. Incrível esta capacidade de gerar e absorver informação. Com todas as plataformas disponíveis leio, leio o Público diariamente e gosto, gosto muito. Estes dias que tenho estado com Tiago confesso, têm sido exceção, propositadamente também para quebrar a rotina. Mas sinto-lhe já a falta. De ver e ouvir notícias de jornal, as minhas preferidas. Mas nos jornais gosto também dessas notícias laterais. Aquelas que nos inspiram e que nos relatam feitos nossos. Descobertas da ciência, revelações demográficas, análises factuais da condição humana, homenagens a efemérides, personalidades ou instituições. Gosto ainda das notícias temáticas, viagens, vinhos, cultura, eventos ou estilo de vida. Depois há ainda os diários económicos que me chegam às mãos diaria e gratuitamente todos os dias. Leio também e gosto sobretudo quando nos trazem estórias de sucesso e prosperidade das nossas empresas portuguesas. Os semanários são outro campeonato. Mais abrangentes, mas generalistas, mais extensos. Um excelente separador do ritmo da semana para o de fim de semana. Nestes gosto particularmente do Expresso. Não só pela variedade dos cadernos, mas também pela qualidade da redação.  Porque me fazem sentir vivo, porque me alimentam a pertença, porque me integram no mundo, gosto, gosto muito de jornais.



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