quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Meu país

Gosto, gosto muito do meu país e tudo o que ele representa. Os recursos, as gentes, a cultura, o património, a gastronomia, as idiossincrasias, tudo. Portugal é um país encantador. Qualquer nativo é suspeito a falar do seu próprio berço, mas que temos cá tudo para sermos felizes, lá isso temos. Senão vejamos. O território em si é pródigo em recursos. Os campos transbordam fertilidade, de norte a sul. Até o árido Alentejo parece agora ganhar um novo fôlego com a nova irrigação do Alqueva. O clima ajuda e traz a constância que os alimentos precisam para germinar, crescer, florescer e dar o derradeiro fruto. Mas mais extenso e rico ainda é o nosso mar. A gigante zona económica exlusiva, a maior da Europa, é um recurso único que nos traz alimento, navegação, lazer e soberania estratégica internacional. Mas este nosso país somos também nós. As pessoas, as gentes, as comunidades. Todo um coletivo que se relaciona, interage e dá cor à nação. E exlcuindo esterotipos, sempre redutores, nós somos e sabemo-lo bem, boa gente. Um cabaz multi-étnico com vários tons de tez. Fruto de séculos de interação com tantos povos, dos continentes vizinhos, de África ao norte da Europa. Somos todos portugueses, independentemente da cor da pele, do rasgo dos olhos, do porte do corpo ou da tonalidade capilar. Nós sabemos receber, sabemos estar, mediar, acolher, reconhecer, sabemos interagir ecumecicamente com qualquer cultura, sabemos liderar, sabemos obedecer, sabemos fazer, sabemos! Quando vou, levo sempre Portugal no coração, com este legado todo para partilhar e polinizar por esse mundo fora. Dizer com orgulho que este nosso país é encantador. Mas levo-o também na mala. Uma bandeira lusa que me tem acompanhado para inúmeros sítios. Um símbolo que dá gozo erguer e fazer esvoaçar nesses destinos de eleição. No Kilimanjaro da Tanzânia, no Toubkal de Marrocos, na Praça do Obradoiro de Santiago de Compostela, no Cabo Norte da Noruega, na abadia de S. Michel de França. Em todos eles ergui alto ao vento a nossa bandeira. Dá gozo ainda e emociona ver um feito dos nossos. Uma medalha olímpica, uma classificação suprema, uma conquista estoica. Honra seja feita à prata deste ano, Emanuel Silva e Fernando Pimenta fizeram, com a canoagem erguer a nossa bandeira em Londres. Mas outros resultados foram igualmente supreendentes, apesar de não terem tido podium. Jessica Augusto num incrível sétimo lugar na maratona feminina, ou ainda o trio Tiago Apolónia, Marco Freitas e João Monteiro numa prestação incrível no ping pong até aos quartos de final. Para além dos olímpicos, gosto ainda muito de acompanhar o arrojo dos nossos novos exploradores. Os homens da montanha que são já hoje uma referência internacional. João Garcia, o décimo alpinista a conseguir vencer as catorze mais altas montanhas do planeta sem recurso a oxigénio, numa proeza notável. E que dizer do Carlos Sá? O nosso ultramaratonista que leva a nossa bandeira às mais duras corridas do mundo e que este ano ficou em quarto lugar na prova raínha do monte branco. Impressionante! Mas o país é também cultura. Este ano, acolhemos até a capital europeia. Guimarães tem-se desdobrado em múltiplas iniciativas, criativamente com tudo o que o apertado orçamento permite. Eu sou voluntário da capital. Sempre que pude fiz parte e aliei-me aos eventos. Poucos, mas os suficientes para sentir a emoção e energia do omento. Uma experiência incrível. Neste momento e, até dia dezassete, Guimarães Jazz. Mas tanto mais havia para dizer de Portugal, telegraficamente de uma assentada só: Joana Vasconcelos, Fátima Lopes, José Mourinho, Sobrinho Simões, Dulce Pontes, Aristides de Sousa Mendes, Siza Vieira, Manoel de Olveira, Carvalho Rodrigues, Rosa Mota, Paula Rego, Elvira Furtunato, chef Ricardo Costa, nós todos! Por tudo isto gosto, gosto muito do meu país.


O dia há-de nascer 
Rasgar a escuridão 
Fazer o sonho amanhecer 
Ao som da canção. 
E então... 
O amor há-de vencer 
E a alma libertar
Mil fogos ardem sem se ver 
Na luz do nosso olhar 
Na luz do nosso olhar. 
Um dia há-de se ouvir 
O cântico final 
Porque afinal falta cumprir 
O amor a Portugal!


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