quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Azul

Gosto, gosto da cor azul. Em qualquer nuance, em qualquer tonalidade, em qualquer uma das suas variantes. Desde o azul bebé até ao intenso azul das profundezas do oceano. Culturalmente por cá, qualquer rapaz deve gostar do azul, tal é a veemência da cor à sua volta e tal é a insistência daquilo que o rodeia. No Tiago, o azul predomina e fica-lhe bem. Mas o azul é ainda sinónimo de clube, clube de futebol, futebol clube do Porto. Sou simpatizante do Porto, é certo, mas apenas isso. Estou muito distante da realidade e dinâmicas do clube. Apesar destes dois reforços positivos, continuo a dizer que não é só por isso. Porque gosto, gosto genuinamente do azul. Os cones dos meus olhos rejubilam quando vêem no espelho essa predominância. O espírito acalma-se quando um aberto céu azul se espraia à minha frente. A boca abre-se quando as límpidas águas de uma lagoa se amontoam num azul intenso. As mãos querem tocar o azul glaciar do gelo compactado. Mas as cores, esse travo visual que conseguimos distinguir, não está acessível a todos. Os daltónicos sofrem com isso. Mas uma invenção portuguesa está a dar a volta e inventou um sistema de os capacitar também para distinguir este meu azul. O coloradd é uma daquelas invenções brilhantes, cada vez mais popular. Um sistema iconográfico para distinção das cores. Aqui o metro do porto já usa e foi aí que o conheci. Parabéns aos criadores. Oxalá se popularize. O Tiago, não sei ainda se gosta ou não de azul, mas que distingue as cores, isso sei. Adora cores fortes e vibra com tudo o que brilha de cor, tal é o entusiasmo com o mundo que o rodeia. O casaco azul que lhe vesti hoje, para ir à rua, fica-lhe muito bem, lá isso fica. Por tudo isto e por tudo o mais que vem de dentro e não vejo racional para tal, apenas consigo afirmar que gosto, gosto muito da cor azul.


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