sábado, 13 de outubro de 2012

Gosto...

Este mês temático começa a um sábado. Ambos estamos em casa e o bebé ainda não se apercebeu que o ritmo mudou. Provavelmente nem o notará (assim o espero). Mas segunda feira começa então a ser testada a fórmula, mãe fora com pai em casa. "Não sei o que me espera", assim dizem as mulheres mães. Sim, que para cuidar de uma criança tão dependente, nada mais se faz do que a gestão corrente das tarefas rotineiras diárias, dizem-me. As nossas necessidades passam a ser as da criança, numa inversão total e tão drástica, que confunde, cansa e aliena quem "não sabe o que o espera". Provavelmente não sei também. Tal como não sabia, sem antes passar por isso, o que era correr uma meia maratona, ou subir ao Kilimanajaro. Nestas duas últimas situações sei: doi! No momento, doi muito e várias vezes se pensa, vou desistir, quero reforços, não aguento mais, mas porque é que eu me meti nisto? Calculo para agora, momentos semelhantes, igualmente angustiantes, me esperam, apenas e só com uma discreta diferença. O desafio é um filho, sedento de carinho, atenção e entusiasmo. O esforço pode ser maior sim, também prevejo, mas a recompesa é astronomicamente superior e, por isso, acredito que, nesta ingenuidade de caloiro, que "não sabe o que me espera" tudo vai correr pelo melhor e, daqui por um mês tanto o pai, o filho e a mãe claro, seremos todos melhores pessoas! 

Entretanto auto proponho-me este exercício diário diferente. Enumerar, cada dia, um gosto meu. Não os gostos óbvios e universais como, gosto muito da minha família, do meu filho, do meu país, dos amigos, mas antes gostos particulares, simples, quase banais. Um exercício de autoreflexão com o propósito, de vasculhar o ego, dar asas à escrita criativa e reforçar o prato da balança do otimisto. A ver se esse "não sei o que me espera" me dá esse espaço. Hoje sábado, uma exceção, com um gosto universal. Gosto muito da vida!


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